RANKING DO ATRASO DA ENERGIA SOLAR NO BRASIL

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Segundo dados da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), apenas em 2018 o Brasil instalou 1,2 GW, totalizando 2,4 GW de capacidade instalada acumulada.

Os estados de Minas Gerais (19,9%), Rio Grande do Sul (15,6%) e São Paulo (12,9%) são os três líderes na adoção de sistemas de energia solar.

E os números poderiam ser bem maiores se não fossem as concessionárias de energia que não cumprem os prazos estipulados pela Aneel - tanto na vistoria como homologação dos sistema instalados.

De acordo com levantamento do Portal Solar, maior integrador da cadeia de geração distribuída solar no País, a demora na homologação de sistemas fotovoltaicos em residências, comércios e indústrias já gerou perdas de mais de R$ 200 milhões aos consumidores.

A questão é tão séria que desde o início de 2019 a ABSOLAR mantém um canal para receber reclamações justamente sobre esta demora. As denúncias das distribuidoras que ignoram as regras e dificultam o acesso do consumidor podem ser realizadas online diretamente no site da entidade.

A partir dos dados coletados todos os meses a ABSOLAR envia à Aneel um relatório que aponta um panorama das dificuldades junto às distribuidoras de energia.

Confira, abaixo, os principais resultados divulgados pela ABSOLAR no mês de outubro de 2019.

Entenda o problema

Desde a entrada em vigor da REN 482/2012, consumidores que decidem instalar um sistema de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica (GDFV) e aderir ao Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE) têm relatado muitas dificuldades.  

Os problemas afetam negativamente consumidores residenciais, comerciais, industriais, rurais e também do poder público. A situação causa grandes transtornos, insatisfações e até mesmo prejuízos diretos a quem opta por uma tecnologia inovadora e sustentável como a energia solar.

Conheça os resultados

Durante o mês de outubro foram recebidas 603 reclamações. O descumprimento de prazos regulatórios por parte das distribuidoras de energia elétrica é a principal causa de reclamações. A maior quantidade de interações (40,1%) tiveram como motivo a demora na emissão do parecer de acesso.

Em seguida, estão os descumprimentos de prazos de substituição de medidores (18,2%) e da realização da vistoria (14,9%). Ainda é relevante a parcela das reclamações relativas a erros de faturamento (3,8%).

Muitas vezes, estes erros são relacionados à falta de capacitação dos leituristas para os medidores bidirecionais e à falta de sistema informatizado para elaboração das faturas de eletricidade junto ao SCEE.

A falta de clareza na forma de abertura do processo foi apontado por 3,2% dos  reclamantes, com poucas instruções disponíveis e atendimento insuficiente para esclarecimentos por parte das distribuidoras. Isso sem dizer da ausência de sistema automatizado e on-line para solicitação e acompanhamento do acesso (2,8%).

Quando o assunto são as distribuidoras de energia elétrica que mais tiveram reclamações, o primeiro lugar ficou com a Enel RJ (18,3), seguido pela ENEL CE (15,6%) e CEMIG (9,8%).

O relatório abrangeu um total de 33 distribuidoras, ranqueadas a partir do volume de reclamações recebidas. Quando somadas, as 15 distribuidoras com maior volume de reclamações representam 84,6% de todas reclamações recebidas no período.

As duas figuras abaixo ilustram todas as informações apresentadas:

 

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